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O que é intolerância a lactose?

Intolerância à lactose é a incapacidade parcial ou total para digerir a lactose, um açúcar encontrado no leite e derivados. É causada por uma deficiência da enzima lactase, que é um produzida pelas células que recobrem o intestino delgado. A lactase transforma a lactose em duas formas mais simples de açúcar denominadas glicose e galactose, […]

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Intolerância à lactose é a incapacidade parcial ou total para digerir a lactose, um açúcar encontrado no leite e derivados. É causada por uma deficiência da enzima lactase, que é um produzida pelas células que recobrem o intestino delgado. A lactase transforma a lactose em duas formas mais simples de açúcar denominadas glicose e galactose, as quais são, então, absorvidas para a corrente sanguínea.

O Trato Digestivo

Nem todas as pessoas com deficiência de lactase têm sintomas digestivos, mas aquelas que têm podem ter a intolerância à lactose. A maioria das pessoas com intolerância à lactose podem tolerar alguma quantidade de lactose na sua dieta.

As pessoas algumas vezes confundem intolerância à lactose com alergia ao leite de vaca. A alergia ao leite é uma reação pelo sistema immune do corpo para uma ou mais proteínas do leite e podem ter risco de vida quando somente uma pequena quantidade de produtos do leite é consumida.

A maiori da alergia ao leite aparece no primeiro ano de vida, enquanto a intolerância à lactose ocorre mais frequentemente na idade adulta.

O que causa a intolerância à lactose?
A causa da intolerância à lactose é melhor explicada pela descrição de como uma pessoa desenvolve a deficiência de lactase.
A deficiência primária de lactase desenvolve-se com o tempo e inicia após a idade de cerca de 2 anos, quando o corpo começa a produzir menos lactase. A maioria das crianças que têm deficiência à lactase não apresentam sintomas de intolerância à lactose até no final da adolescência ou idade adulta.
Pesquisadores identificaram uma possível ligação genética para deficiência primária de lactase. Algumas pessoas herdam um gene de seus pais que as tornam passíveis de desenvolverem deficiência primária de lactase.
Esta descoberta pode ser útil no desenvolvimento de futuros testes genéticos para identificar pessoas em risco para intolerância à lactose.
A deficiência secundária de lactase resulta da agressão ao intestine delgado com doenças diarreicas graves, doença celíaca, doença de Crohn ou quimioterapia. Este tipo de deficiência de lactase pode ocorrer em qualquer idade mas é mais comum na infância.

  Quem está em risco de intolerância à lactose?

A intolerância à lactose é uma condição comum e que é mais provável de ocorrer na idade adulta, com maior incidência em adultos mais idosos. Algumas populações étnicas e raciais são mais afetadas que outras, como afroamericanos, hispânicos, índios Americanos e Americanos de origem asiática.
É menos comum entre Americanos descendentes do nordeste europeu. (colocar do Brasil). Crianças nascidas prematuramente têm maior probabilidade de terem deficiência de lactase porque os níveis de lactase de um bebê não aumenta até o terceiro trimestre da gravidez.

Quais são os sintomas de intolerância à lactose?
As pessoas com intolerância à lactose podem sentir desconforto 30 minutos a duas horas após consumir leite ou derivados. Os sintomas variam de leves a acentuados.dependendo da quantidade de lactose ingerida e a quantidade que ela pode tolerar.
Os sintomas mais comuns são dor abdominal, estufamento, gás, diarréia e náuseas.

Como é diagnosticada a intolerância à lactose?
A intolerância à lactose pode ser difícil de diagnosticas baseado somente nos sintomas. As pessoas podem pensar que elas sofrem de intolerância à lactose porque elas têm sintomas digestivos; entretanto, outras condições como a síndrome do intestino irritável podem causar sintomas semelhantes.
Após tomar a história clínica e realizar o exame físico, o médico pode recomendar primeiro a eliminacão da dieta da pessoa de todo o leite e derivados por um período curto para ver se os sintomas melhoram. Exames podem ser necessários para se obter maior informação.

Dois testes são comumente utilizados para medir a digestão da lactose:

– Teste Respiratório do Hidrogênio Expirado: A pessoa ingere uma bebida com lactose e depois a respiração é analisada em intervalos regulares para medir a quantidade de hidrogênio. Normalmente, muito pouco hidrogênio é detectável na respiração, mas a lactose não digerida produz altos níveis de hidrogênio.
O fumo e alguns alimentos e medicamentos podem afetar a precisão dos resultados. As pessoas devem perguntar ao seu médico quais os alimentos e medicamentos que podem interferir com os resultados.

– Teste de Acidez das Fezes: O teste de acidez das fezes é usado em bebês e crianças jovens para medir a quantidade de ácido nas fezes. A lactose não digerida origina ácido láctico e outros ácidos graxos que podem ser detectados na amostra de fezes. A glicose também pode estar presente nas fezes como consequência da lactose não digerida.

Uma vez que a intolerância à lactose é incomum em bebês e crianças menores de 2 anos de idade, um profissional da saúde deveria tomar cuidade especial ao determinar a causa de sintomas digestivos em crianças.

Como se maneja a intolerância à lactose?

Embora a capacidade do corpo para produzir lactase não pode ser alterada, os sintomas de intolerância à lactose podem ser manejados com alterações dietéticas. A maioria das pessoas com intolerância à lactose podem tolerar alguma quantidade de lactose na sua dieta.
Introduzindo-se gradualmente pequenas quantidades de leite ou derivados pode ajudar algumas pessoas a se adaptar a elas com mnos sintomas. Frequentemente, as pessoas podem tolerar melhor o leite ou derivados ingerindo-os com alimentos.
O quanto é necessário de alteração da dieta depende de quanto a pessoa pode consumir de lactose sem sintomas. Por exemplo, uma pessoa pode ter sintomas acentuados após ingerir um copo pequeno de leite, enquanto outra pode ingerir um copo grande sem sintomas. Outros podem facilmente consumir iogurte e queixos duros tais como o cheddar e suíço mas não o leite ou outros derivados do leite.

As diretrizes de dietas recomendam que as pessoas com intolerância à lactose escolham derivados do leite com menores níveis de lactose que o leite comum, como o iogurte e os queijos duros. O leite sem lactose ou com baixo teor de lactose e derivados do leite disponíveis na maioria dos supermercados, são idênticos a leite comum exceto que a enzima lactase foi a ele adicionada.
O leite sem lactose permanece fresco por acerca da mesma extensão de tempo ou mais que o leite cmum se ele for ultra-pasteurisado. O leite sem lactose pode ter um sabor um pouquinho mais adocicado que o leite normal. Leite de soja e outros derivados podem ser recomendados por um profissional da saúde.

As pessoas que ainda sentem sintomas após alterações dietéticas podem tomar gotas ou comprimidos da enzima lactase à sua vontade. Ingerindo esses comprimidos ou umas poucas gotas da enzima líquida quando consumirem leite ou derivados podem tornar esses alimentos mais toleráveis para pessoas com intolerância à lactose. Pais e cuidadores de uma criança com intolerância à lactose devem seguir o plano nutricional recomendado pelo médico ou nutricionista da criança.

Intolerância à Lactose e Ingestão de Cálcio

O leite e derivados são a maior fonte de cálcio e outros nutrientes. O cálcio é essencial para o crescimento e reparo de ossos em todas as idades. A escassez de ingesta de cálcio em crianças e adultos pode levar a ossos frágeis que podem sofrer fratura mais tarde na vida, uma situação chamada de osteoporose.

A quantidade de cálcio para uma pessoa manter-se saudável vária conforme a idade. As recomendações podem ser vistas na tabela 1.

Quantidade de cálcio a ser consumida por grupo etário em miligramas (mg)

 

 

Tabela 1. Ingesta recomendada de cálcio por grupo etário

Grupo Etário Quantidade de cálcio a ser consumida por grupo etário em miligramas (mg)
0–6 meses 210 mg
7–12 meses 270 mg
1–3 anos 500 mg
4–8 anos 800 mg
9–18 anos 1,300 mg
19–50 anos 1,000 mg
51–70+ anos 1,200 mg

Fonte: Adaptado de Dietary Reference Intakes, 2004, Institute of Medicine, National Academy of Sciences. Mulheres grávidas ou que estão amamentando necessitam entre 1,000 e 1,300 mg de cálcio diariamente.

Obter quantidades suficientes de cálcio é importante para pessoas com intolerância à lactose quando a ingesta de leite e derivados é limitada. Muitos alimentos podem fornecer cálcio e outros nutrientes necessários para o corpo. Produtos não-lácteos que tem alto teor de cálcio são o peixes com ossos macios como o salmão e sardinhas e vegetais verde-escuros como o espinafre.

A tabela 2 relaciona os alimentos que são boas fontes de cálcio da dieta.

Tabela 2. Conteúdo de cálcio em alimentos comuns

Produtos Não-lácteosProdutos Conteúdo em Cálcio
Ruibarbo,congelado, cozido 1 xícara 348 mg
Sardinhas, com osso, 85 g 325 mg
Espinafre, congelado, cozido, 1 xícara 291 mg
Salmão, enlatado, com osso 85g 181 mg
Leite de soja, não fortificado 1 xícara 61 mg
Laranja 1 média 52 mg
Brócoli, cru 1 xícara 41 mg
Feijão, cozido ½ xícara 40 mg
Alfaces verdes 1 xícara 20 mg
Atum, branco, enlatado 85g 12 mg

Leite e Derivados
Iogurte, com culturas vivas e ativas,
natural, baixo teor de gordura,
fortificado com vitamina D 1 xícara 415 mg
Leite, gordura reduzida, fortificado
com vitamina D 1 xícara 285 mg
Queijo suísso, 28 g 224 mg
Queijo cottage cheese ½ xícara 87 mg
Sorvete ½ xícara 84 mg

Fonte: Adaptado de U.S. Department of Agriculture, Agricultural Research Service. 2008. USDA National Nutrient Database for Standard Reference, Release 21.

O iogurte feito com culturas de bactérias vivas e ativas é uma boa fonte de cálcio para muitas pessoas com intolerância à lactose. Quando este tipo de iogurte entra no intestino, as culturas de bactérias convertem a lactose a ácido láctico, então, o iogurte pode ser bem tolerado devido ao seu pouco conteúdo em lactose do que os iogurtes sem culturas vivas. Iogurtes congelados não contêm culturas de bactérias, então eles podem não ser bem tolerados.

O cálcio é absorvido e usado no corpo somente quando a quantidade suficiente de vitamina D está presente. Algumas pessoas com intolerância à lactose podem não ter obtido a quantidade sufiente de vitamina D. Esta provém de fontes alimentares como o ovo, fígado, leite fortificado com vitamina D e iogurte. Exposição regular à luz solar também ajuda o corpo a absorver naturalmente a vitamina D.

Conversando com um médico nutricionista pode ser útil no planejamento de uma dieta balanceada que fornece uma quantidade adequada de nutrientes – incluindo cálcio e vitamina D – e minimiza o desconforto. Um profissional da saúde pode determinar se o cálcio e outros suplementos dietéticos são necessários.

Que outros produtos contém lactose?

O leite e derivadossão frequentemente adicionados a alimentos processados – alimentos que foram alterados para prolongar seu prazo de validade.

Pessoas com intolerância à lactose deveriam estar conscientes dos muitos produtos alimentares que contém mesmo pequenas quantidades de lactose, como o pão e outros bens cozidos como waffles, panquecas, biscoitos, doces e misturas para fazê-los como alimentos processados do desjejum tais como rosquinhas, waffles e panquecas congelados, doces torrados e cereais do desjejum, pães doces processados, batatas instantâneas, sopas, chips de batatas , de milho e outros lanches processados, carne processada tais como bacon, salsicha, cachorro quente e carne do almoço, margarina, molhos para saladas, pós e barras de proteínas de reposição alimentar baseadas em leite em pó ou líquido, doces líquidos não-lácteos e cremes de café em pó, coberturas cremosas não lácteas.

Observar os ingredientes nos rótulos dos alimentos é útil para encontrar possíveis fontes de lactose em produtos alimentares. Se alguma dessas palavras estão listadas no rótulo, o produto contém lactose: lactose, leite coalhada, soro de leite, leite em pó seco, sub-produtos de leite desnatado.

A lactose também é utilizada em alguns medicamentos, incluindo pilulas anticoncepcionais, medicamentos de uso liberal com aueles para tratar a acidez e gás do estômago. Estes medicamentos a maioria das vezes causam sintomas em pessoas com intolerância acentuada à lactose.

Pontos para Lembrar

Intolerância à lactose é a incapacidade total ou parcial para digerir a lactose, um açúcar encontrado no leite e derivados.
Ela é causada por uma deficiência da enzima lactase, a qual é produzida pelas células superficiais do intestino delgado.
Nem todas as pessoas com deficiência de lactase têm sintomas digestivos, mas aqueles que os sentem podem ter a intolerância à lactose.
A maioria das pessoas com intolerância à lactose podem tolerar alguma quantidade de lactose em sua dieta.
As pessoas com intolerância à lactose podem sentir desconforto após consumir leite e derivados. Os sintomas podem ser dor abdominal, estufamento abdominal, gás, diarréia e náuseas.
Os sintomas de intolerância à lactose podem ser manejados com alterações dietéticas.
Obter cálcio e vitamina D suficientes é uma preocupação das pessoas com intolerância à lactos quando a ingesta de leite e derivados é limitada. Muitos alimentos podem fornecer o cálcio e outros nutrientes que o corpo precisa.

Conversando com o seu médico ou nutricionista pode ser útil para planejar uma dieta balanceada que fornece uma quantidade adequada de nutrientes – incluindo cálcio e vitamina D – e minimiza o desconforto. Um profissonal da saúde pode determinar se o cálcio e outros suplementos dietéticos são necessários.
Leite e derivados são frequentemente adicionados a alimentos.

Observando os ingedientes dos rótulos alimentares é útil para encontrar possíveis fontes de lactose nos alimentos.

Fonte: http://www.esadi.com.br

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